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Newsletter RBC • Edição 16 • Novembro 2025


Olá, leitores(as) da Newsletter RBC!

Nesta edição, destacamos a jornada de nossa equipe em uma expedição em duas Unidades de Conservação no Mato Grosso. Você vai acompanhar nossos pesquisadores em campo, com detalhes do processo de coleta e análise de espécies da fauna e flora do Cerrado. Confira ainda um novo olhar sobre as mudanças climáticas a partir do comportamento de lagartos. Boa leitura!


Fogo no fake: jogando e aprendendo na Semuni

Cartas do jogo Fogo no Fake

(Foto: Guy Dessano / Livro Livre FAC-UnB)

O projeto Fogo na Fake participou da 25ª Semana Universitária na Faculdade de Comunicação da UnB. Em parceria com o Livro Livre UnB, o grupo vinculado à RBC promoveu uma atividade de educomunicação sobre o Manejo Integrado do Fogo (MIF). A ação utilizou um jogo educativo para explicar como o uso controlado do fogo contribui para a conservação do Cerrado. O projeto também ofereceu uma oficina de marcadores de página produzidos com tinturas de plantas do bioma. Integrante do Edital DEX/DEG/DPG/DPI nº 01/2025, o projeto atua no combate à desinformação sobre queimadas e na divulgação científica.
@redebiotacerrado


EXPEDIÇÃO MANEJO INTEGRADO DO FOGO (MIF)

Jornada científica para entender interações entre fogo e biodiversidade do Cerrado

Equipe em campo no Cerrado

(Foto: Rihel Venuto)

A Rede Biota Cerrado realizou uma expedição no Mato Grosso durante o mês de novembro. Foram quase 30 dias de trabalho no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e na Estação Ecológica da Serra das Araras. A equipe explorou áreas marcadas por diferentes históricos de incêndios para entender como os regimes de queima influenciam a dinâmica das espécies, suas interações e a paisagem. Ao analisar esse mosaico de situações, os pesquisadores buscam revelar como o fogo molda a biodiversidade única do Cerrado.
@redebiotacerrado


A Ciência dos pequenos mamíferos no Cerrado

Pesquisadores trabalhando com pequenos mamíferos

(Foto: Rihel Venuto)

A expedição do Projeto Manejo Integrado de Fogo contou com uma equipe dedicada ao monitoramento de pequenos mamíferos na Estação Ecológica da Serra das Araras e na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. Esses pesquisadores preparam iscas, checam armadilhas e registram cada animal capturado. O trabalho é importante para compreender a fauna local e orientar ações de conservação. Além disso, cada nova captura ajuda na obtenção de informações sobre o comportamento, a distribuição e a saúde dos animais.
@redebiotacerrado


Temperatura, umidade e fogo: o que o microclima revela sobre a biodiversidade

Pesquisador instalando equipamentos de medição

(Foto: Rihel Venuto)

Pesquisadores da Rede Biota Cerrado investigaram como o fogo altera o microclima — o ambiente próximo ao solo onde vivem lagartos, anfíbios, pequenos mamíferos e insetos. Para isso, instalaram registradores automáticos em armadilhas de interceptação e queda posicionados entre 0,5 e 1 metro de altura e protegidos por PVC. Esses instrumentos são capazes de medir temperatura e umidade. Os dados vão revelar se diferentes regimes de fogo explicam mudanças na riqueza, composição e abundância de espécies, mostrando que compreender o microclima é essencial para entender como a vida responde às transformações do ambiente.
@redebiotacerrado


Expedição investiga resposta da herpetofauna ao fogo

Paisagem de Mato Grosso

(Foto: Divulgação / RBC)

A Expedição Manejo Integrado do Fogo investigou também répteis e anfíbios no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e na Estação Ecológica da Serra das Araras, no Mato Grosso. Armadilhas instaladas em áreas com diferentes regimes de queima permitem analisar como o fogo afeta a distribuição e a sobrevivência das espécies. Os dados revelam padrões de sensibilidade e adaptação, orientando estratégias de manejo que favoreçam a biodiversidade do Cerrado.
@redebiotacerrado


TÁ NA REDE

Diário de Campo: o impacto do fogo na biodiversidade do Cerrado

Ilustração caminhonete no campo

(Foto: David Ayronn / RBC)

No primeiro episódio do Diário de Campo, o coordenador-geral da Rede Biota Cerrado, Guarino Colli, apresenta a expedição diretamente da Crista do Galo, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (MT). A iniciativa investiga como diferentes regimes de queima influenciam a biodiversidade do Cerrado. O estudo monitora áreas de savana e campo. Registra mamíferos, répteis, anfíbios, vespas, formigas e plantas. O objetivo é produzir recomendações práticas de manejo que fortaleçam a proteção das Unidades de Conservação.


Como estudamos formigas na natureza?

Coleta de formigas

(Foto: Rihel Venuto)

O segundo episódio do quadro Diário de Campo, disponível no canal do YouTube da Rede Biota Cerrado, apresenta o trabalho de pesquisa com formigas, usando armadilhas para capturar os insetos. Os cientistas colocam copos com água e um pouco de detergente enterrados no solo por 48 horas. As formigas apanhadas são analisadas para monitorar a saúde dos ecossistemas, orientar políticas de conservação e até melhorar práticas agrícolas sustentáveis.


Granivoria e predação de sementes

Coleta de formigas

(Foto: Rihel Venuto)

Você sabia que a interação entre animais e sementes pode determinar o futuro de uma planta? Neste episódio do Diário de Campo, mostramos o que é granivoria e como os pesquisadores investigam esse processo no Cerrado. Você vai entender a diferença entre dispersão, que favorece a planta, e predação, que impede sua germinação. Também apresentamos os experimentos de exclusão, usados para identificar se os predadores são vertebrados ou invertebrados, como formigas e besouros. Por fim, explicamos como o Manejo Integrado do Fogo pode modificar essas interações e afetar a regeneração da vegetação nativa.


Fogo e flora: como monitoramos a vegetação lenhosa do Cerrado?

Coleta de formigas

(Foto: Rihel Venuto)

Neste episódio do Diário de Campo, acompanhamos a equipe de flora da Rede Biota Cerrado na expedição do Projeto Associado 3, investigando como o fogo afeta a diversidade em ambientes de savana. Os pesquisadores utilizam parcelas de 20x50 m para medir, identificar e monitorar espécies arbóreas e arbustivas. O trabalho inclui avaliar crescimento, mortalidade, recrutamento e estimar biomassa e estoque de carbono. A coleta e análise de solo também contribui para compreender a ação integrada com o fogo para moldar a vegetação. Esses dados orientam recomendações de manejo e conservação do Cerrado.


O que as "formigas-feiticeiras" e besouros revelam sobre o Cerrado?

Coleta de formigas

(Foto: David Ayronn / RBC)

O quinto episódio do Diário de Campo investiga como diferentes regimes de fogo influenciam a abundância e diversidade desses insetos. O estudo foca em invertebrados, grupo essencial ao ecossistema e ainda pouco explorado em pesquisas sobre queimadas. Cientistas apresentam as “formigas-feiticeiras” (Mutillidae), vespas sem asas usadas como bioindicadoras da qualidade ambiental. Este grupo também registra a diversidade de besouros do solo, incluindo possíveis novas espécies.


RBC EXPLICA

Mudanças climáticas e lagartos: o que o calango ensina sobre o futuro da biodiversidade

Lagarto Tropidurus torquatus

(Fonte: Cecília Vieira / RBC)

Um estudo da Rede Biota Cerrado comprova que o Tropidurus torquatus, conhecido como calango, pode ajudar a prever como o clima afeta a fauna do Cerrado. Pesquisadores analisaram quanto tempo por dia o lagarto consegue se manter ativo sob diferentes cenários de aquecimento. Embora a espécie tolere bem o calor e até possa expandir sua área, esse avanço indica que outras espécies menos resistentes podem perder espaço. A mudança no ritmo biológico dos lagartos impacta toda a cadeia alimentar. O alerta é claro: o clima em transformação redefine comportamentos e ameaça o equilíbrio da biodiversidade
Por Gabriel Henrique de Oliveira Caetano e Ticiane de Lima Costa


ESPÉCIES DO CERRADO

320 mil razões para preservar

Seriema (Cariama cristata)

Seriema (Cariama cristata) - (Foto: David Ayronn / RBC)

O Cerrado abriga cerca de 320 mil espécies, entre aves, répteis e mamíferos. Dentre essa abundante diversidade, estão a seriema (Cariama cristata), o carcará (Caracara plancus) e o macaco-prego (Sapajus libidinosus). As paisagens do bioma reforçam a importância da preservação ambiental e mostram que proteger a vida da fauna silvestre é valorizar a beleza e a singularidade do planeta Terra.
@redebiotacerrado


RBC NA MÍDIA

• Cerrado em perigo: incêndios, desmatamento e a esperança de uma virada na COP30
Jovem Pan


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Coordenação-Geral: Guarino Colli • Coordenação PA5: Dione Moura • Edição: Dione Moura e Lauro Moraes • Mídias Sociais: Tayanne Silva • Fotografia: David Ayronn / RBC • Programação: Ademir Santos • Planejamento Gráfico: Karen Florêncio • Jornalista responsável: Lauro Moraes (MG 10184 JP)

Sob supervisão da Equipe Editorial da RBC, a redação e edição deste número contou com a participação de estudantes da disciplina de Jornalismo Ambiental, do Departamento de Jornalismo da Faculdade de Comunicação da UnB: Amanda Goncalves Dos Santos, Ana Clara Canuto Goncalves, Angel Okhaigboje Ikpea, Antonio Francisco Furtado Costa, Clara Malavergne, Isabele Mendes Dos Santos, Ketheem Baetriz De Souza Mathias, Numair Abdullah Bin Tariq.

Contato: comunicacao@biotacerrado.onmicrosoft.com

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