Olá, leitores(as) da Newsletter RBC! Confiram os destaques científicos e as novidades sobre a conservação do nosso bioma neste início de ano. Boa jornada!
A flexibilização das leis pelo Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental (nº 2159/2021), conhecido como "PL
da Devastação", ameaça a proteção da biodiversidade e a saúde pública. Segundo a pesquisadora Sula Salani e
o pesquisador Rodrigo Gurgel, da RBC, o enfraquecimento do licenciamento permite a aprovação de obras sem a
avaliação de impactos sobre o solo e a água, aumentando os riscos de desastres ambientais. Além de favorecer
a contaminação por metais pesados, a degradação ambiental facilita o surgimento de áreas alagadas,
potencializando a proliferação de vetores de doenças como dengue e malária.
Por Tayanne Silva
A paracoccidioidomicose (PCM) é uma micose sistêmica grave que atinge especialmente populações que trabalham
no meio rural ou vivem em áreas periféricas. Os pesquisadores da RBC André Nicola e Patrícia Nicola
esclarecem que o fungo Paracoccidioides, causador da doença, é amplamente favorecido pelo desmatamento e
pela degradação do Cerrado. O solo exposto e estressado facilita a dispersão aérea do fungo, demonstrando
que o desequilíbrio ambiental gera impactos diretos e potencialmente severos sobre as comunidades mais
vulneráveis e invisibilizadas.
Por Tayanne Silva
Uma nova espécie de anfíbio, batizada de Ololygon paracatu, foi descoberta no noroeste de Minas Gerais. O
achado científico teve a colaboração do pesquisador da RBC Reuber Brandão, em cooperação com parceiros de
investigação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
(ICMBio), da Universidade Federal de Goiás e do Museu Argentino de Ciências Naturais. Além de
evidenciar a rica biodiversidade endêmica da região, o nome da perereca traz um alerta para a crise hídrica
e os problemas de assoreamento que ameaçam os córregos da bacia do Rio Paracatu.
@redebiotacerrado
Atendendo às urgentes metas de recuperação de ecossistemas degradados, um estudo desenvolvido por
pesquisadoras da Rede Biota Cerrado formulou um modelo inovador para orientar a restauração no bioma. O
estudo utilizou dados de lagartos endêmicos como indicadores de biodiversidade e os integrou a análises de
conectividade funcional e custos financeiros para obter o melhor custo-benefício ecológico. Com isso, a
investigação mapeou quatro áreas prioritárias para a restauração (Centro, Sudeste, Norte/MATOPIBA e Oeste),
fornecendo uma verdadeira "bússola" estratégica para otimizar os ganhos ambientais frente aos recursos
limitados.
Por Ana Caroline Cardoso Aragão e Ticiane de Lima Costa
Neste quadro em que aproximamos a pesquisa do público, a professora da Universidade Federal de Goiás (UFG)
Rosane Collevatti é a nossa primeira personalidade, inspirando a presença de mulheres e meninas na ciência.
Ela coordena o Projeto Associado 1 (PA1) – Inventários Biológicos, focando no estudo genético e na variação
adaptativa das árvores neotropicais do Cerrado. Seu trabalho é essencial para mapear a biodiversidade
geográfica e as áreas de endemismo, suprindo lacunas na amostragem e dando suporte aos demais projetos da
Rede.
@redebiotacerrado
Para promover a educação ambiental de maneira lúdica e combater a desinformação sobre as queimadas, o projeto
"Fogo no Fake" lançou um novo vídeo sobre os incêndios florestais. Utilizando animação em rotoscopia com
narração de Ramilla Rodrigues, do ICMBio, a produção ressalta a importância vital dos brigadistas e do
manejo preventivo na conservação da biodiversidade do Cerrado. Esta iniciativa é apoiada pelo Edital
DEX/DEG/DPG/DPI n.º 01/2025, da Universidade de Brasília, que incentiva projetos de enfrentamento à
desinformação.
@redebiotacerrado
A Rede Biota Cerrado estreou um quadro em parceria com a Coleção Herpetológica de Brasília (ChunB)
apresentando o lagarto Copeoglossum nigropunctatum. Esta espécie chama atenção por ser vivípara, ou seja,
desenvolve o embrião no corpo da fêmea. Ele vive no chão e é visto constantemente se deslocando entre
ambientes ensolarados e sombreados, em troncos e rochas, para garantir a sua termorregulação.
@redebiotacerrado
Apresentamos mais uma espécie carismática: o Enyalius capetinga, um lagarto da família Leiosauridae,
considerado um dos "queridinhos" dos herpetólogos que estudam o Cerrado. Endêmico do nosso bioma, é
comumente encontrado no Distrito Federal. Fica também o lembrete
bioético: animais silvestres não devem ser manuseados pelo público leigo, para não prejudicar seu
comportamento e vida na natureza.
@redebiotacerrado
Sediado pela Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC/UnB), de 22 a 24 de abril, o evento terá foco estratégico no jornalismo ambiental e científico, debatendo as mudanças climáticas e a importância da biodiversidade do Cerrado brasileiro.
Um dos principais encontros da área, reunindo pesquisadores e indústrias para debater perspectivas inclusivas e a zoologia do futuro. O evento é realizado de 2 a 5 de março, em Foz do Iguaçu-PR.
Desmatamento altera fluxo dos córregos na transição entre a
Amazônia e o Cerrado
IPAM Amazônia
Nova espécie de perereca é descoberta no Cerrado mineiro
Agência Brasil
Cerrado perde cada vez mais vegetação em MS e põe em risco o
futuro do Pantanal
Campo Grande News
Sustentabilidade de fachada custa caro ao Brasil
Correio
Braziliense