Olá, leitores(as) da Newsletter RBC! Nesta edição, você confere um estudo que alerta sobre o risco de extinção de espécies diante do avanço do desmatamento e das mudanças climáticas. Apresentamos também a pesquisadora Ana Paula Carmignotto, cuja trajetória contribui para o conhecimento e a conservação do bioma. Você vai conhecer ainda a relação entre o lobo-guará e a lobeira, um exemplo marcante da conexão entre fauna e flora, e entender por que essa interação é essencial para o equilíbrio ecológico. Por fim, indicamos a playlist do projeto "Fogo na Fake", que reúne conteúdos para esclarecer o papel do fogo no Cerrado e combater a desinformação com base na ciência.
A Rede Biota Cerrado destacou, durante o 25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (ENEJor), a urgência climática e o papel da comunicação no combate à desinformação ambiental. A conferência de abertura, com a coordenadora do Projeto Associado 3 - Manejo Integrado do Fogo, Profa. Isabel Schmidt, abordou crises contemporâneas, crise climática e o ensino de jornalismo por uma perspectiva transdisciplinar. A RBC ainda recebeu menção honrosa pelo projeto "Fogo na Fake". A iniciativa busca esclarecer sobre queimadas no Cerrado, mostrando que o fogo, quando manejado corretamente, pode ter função ecológica, evitando o agravamento de impactos ambientais. A participação no evento reforçou a importância do jornalismo científico e da divulgação de informações baseadas em evidências para enfrentar a crise climática e proteger a biodiversidade do bioma.
Um estudo divulgado pela Rede Biota Cerrado alerta sobre o avanço das ameaças ao Cerrado: a combinação entre desmatamento e mudanças climáticas pode levar diversas espécies à extinção nas próximas décadas. Com mais da metade da vegetação nativa já destruída e uma área ainda limitada de proteção, o bioma se torna cada vez mais vulnerável a alterações ambientais. A pesquisa também indica que os riscos podem ser ainda maiores do que o estimado por modelos tradicionais, ao considerar fatores fisiológicos das espécies. Diante desse cenário, especialistas reforçam a urgência de ampliar medidas de conservação para evitar perdas irreversíveis em um dos ecossistemas mais ricos do planeta.
Pesquisadora integrante da RBC, Ana Paula Carmignotto é bióloga, mestre e doutora em Zoologia. Ela é professora associada da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) – Campus Sorocaba e tem trajetória consolidada nas áreas de zoologia e ecologia. Com pesquisas voltadas para mamíferos, diversidade, taxonomia e conservação, seu trabalho contribui diretamente para o avanço do conhecimento científico e para a proteção do Cerrado.
Um fruto do Cerrado está entre os principais alimentos consumidos pelo lobo-guará. O fruto da lobeira (Solanum lycocarpum e Solanum falciforme) é responsável por 50% da dieta deste animal. Redondo e verde por fora (mesmo quando está maduro), sua polpa é amarelada por dentro. A lobeira é uma pequena árvore, com cerca de 1-5 metros de altura.
O Papa-vento (nome científico Polychrus acutirostris) também é conhecido como bicho-preguiça, passando a maior parte do tempo imóvel, camuflado em meio à vegetação. Este lagarto vive em formações savânicas do Cerrado. É uma espécie arborícola, mas pode ser encontrada no nível do solo durante a dispersão. As fêmeas depositam uma única ninhada durante a estação reprodutiva, que é de setembro a março.
A pequena Colobosaura modesta mede entre 5 e 6 centímetros. Ela pode parecer discreta, mas se destaca entre as espécies do bioma com suas pernas curtas e cauda alongada. Chama atenção pelo comportamento ágil e pela impressionante capacidade de se camuflar entre folhas secas, revelando como a biodiversidade do Cerrado é complexa e cheia de surpresas.
Quer entender melhor o papel do fogo no Cerrado e tirar dúvidas com base em informação confiável? A Rede Biota Cerrado montou uma playlist especial produzida por estudantes da Faculdade de Comunicação da UnB em parceria com docentes e pesquisadores. O conteúdo integra o projeto "Fogo na Fake" e tem como objetivo enfrentar a desinformação sobre queimadas no bioma, ao mesmo tempo em que promove a divulgação científica e o engajamento público com a ciência. A iniciativa foi apoiada pelo Comitê de Combate à Desinformação da UnB por meio do Edital DEX/DEG/DPG/DPI n.º 01/2025.
O festival internacional Pint of Science chega ao Brasil nos dias 18, 19 e 20 de maio em 213 cidades de todas as regiões do país. A proposta é levar o conhecimento científico para além dos muros das universidades, ocupando bares, cafés, restaurantes, praças e outros espaços públicos com debates acessíveis e gratuitos, sem necessidade de inscrição, reforçando o compromisso com a democratização da ciência. Para conferir a programação em cada cidade basta acessar o site https://www.pintofscience.com.br.
No dia 22 de maio, a Rede Biota Cerrado e parceiros vão participar da Semana Nacional da Biodiversidade. A iniciativa é voltada para a valorização e divulgação da biodiversidade brasileira. O evento começa às 10h, em frente ao Restaurante Universitário do Campus Darcy Ribeiro. Em seguida, os participantes vão passar pelo jardim da Faculdade de Tecnologia e pelo viveiro da Prefeitura. Para participar, é preciso acessar o formulário disponível no perfil do Instagram da Rede Biota Cerrado (@redebiotacerrado).
Em Curitiba (PR), de 7 a 9 de junho, acontece a Conferência Nacional de Unidades de Conservação para a Biodiversidade. O encontro reúne quem está na linha de frente da conservação no Brasil. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site da UCBIO (ucbio.org.br). Também no portal é possível acessar os valores por categoria.