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NEWSLETTER RBC • EDIÇÃO 24 • AGOSTO 2026


Olá, leitores(as) da Newsletter RBC! Nesta edição, você vai conhecer mais uma pesquisadora da Rede Biota Cerrado na seção “Quem faz Ciência”. Também celebramos os 50 anos do PPG Ecologia da UnB, relembrando a trajetória do programa e sua contribuição para a ciência. Além disso, você acompanha os destaques do Workshop da Rede Centro-Oeste de Pesquisa e Pós-Graduação, conhece duas espécies do Cerrado e acessa publicações científicas mais recentes da Rede. Boa navegação!


Pesquisador do Reino Unido debate resistência das florestas amazônicas à seca em workshop na UnB

Pesquisador do Reino Unido em workshop

(Foto: Laryssa Mendonça)

A Rede Biota Cerrado participou da organização do Workshop da Rede Centro-Oeste de Pesquisa e Pós-Graduação, no dia 26 de agosto, no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB). Um dos destaques da programação foi a palestra “Seca Limite: Quantificando os limites de resistência hídrica de florestas da borda sul da Amazônia”, apresentada pelo cientista do Reino Unido Prof. David R. Galbraith, da Universidade de Leeds. Os pesquisadores da RBC Ben Hur Marimon Junior e Beatriz Juantes Marimon, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), participaram da discussão que destacou a relação entre Cerrado e Amazônia. O evento reuniu pesquisadores de diferentes áreas de conhecimento e também colocou em pauta temas sobre energia sustentável, prevenção de doenças transmitidas por dengue, zika e chikungunya e alternativas naturais para o controle de pragas e doenças na agricultura.


Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UnB comemora 50 anos

50 anos Ecologia UnB

(Foto: Wanessa Barbosa/RBC)

Na segunda semana de agosto, o Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UnB celebrou 50 anos e reuniu pesquisadores, estudantes e professores de Ciências Biológicas, além de integrantes da Rede Biota Cerrado, em um momento de celebração da trajetória e das contribuições do programa de pesquisa científica. Confira a cobertura completa do evento, que pode ser acessada no Instagram da Rede Biota Cerrado (@redebiotacerrado), em parceria com a Pós-Graduação em Ecologia (@pgeclunb).


QUEM FAZ CIÊNCIA

Yasmine Antonini Itabaiana

Yasmine Antonini Itabaiana

(Foto: David Ayronn/RBC)

Yasmine Antonini Itabaiana é pesquisadora associada à Rede Biota Cerrado, com atuação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre do Cerrado. Ela é professora titular na Universidade Federal de Ouro Preto e responsável pelo laboratório de biodiversidade do DEBIO-UFOP. Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), instituição onde também obteve mestrado, doutorado e pós-doutorado em Ecologia, com foco em Conservação e Manejo da Vida Silvestre. Sua pesquisa está relacionada aos interesses dispersos dos habitantes e à ecologia das abelhas nativas, incluindo as interações entre animais e plantas em um ecossistema de campo ferruginoso.


ESPÉCIES DO CERRADO

Manciola guaporicola

Manciola guaporicola

(Foto: Guarino R. Colli/RBC)

Manciola guaporicola é uma espécie de lagarto amplamente distribuída no Cerrado e que ocorre também em regiões alagáveis no Pantanal e em áreas abertas no sul da Amazônia, além de países vizinhos, como a Bolívia e o Paraguai. No Cerrado, esse lagarto é encontrado em áreas de campo nos topos de chapada e nas proximidades de veredas.


Aspronema dorsivittatum

Aspronema dorsivittatum

(Foto: Guarino R. Colli/RBC)

Conheça também o Aspronema dorsivittatum, uma espécie diurna que alterna entre sol e sombra para regular a temperatura corporal. Alimenta-se principalmente de artrópodes encontrados entre folhas e no solo e é vivípara, dando à luz filhotes já desenvolvidos. Uma pequena espécie com uma história fascinante para contar!


TÁ NA REDE

Pesquisa registra pela primeira vez a espécie Dipsas bucephala no Distrito Federal

Um estudo publicado na revista Check List apresenta novos registros da serpente Dipsas bucephala no Cerrado do Brasil Central, incluindo o primeiro confirmado da espécie no Distrito Federal. A pesquisa também amplia em aproximadamente 350 quilômetros para nordeste a distribuição conhecida da espécie e confirma quatro localidades no estado de Goiás. Os registros foram obtidos durante expedições de campo realizadas em 1997, 2022 e 2023, em áreas de Cerrado e florestas de galeria. Segundo os autores, a ocorrência da espécie reforça a importância das formações florestais e das áreas ripárias como possíveis corredores de dispersão para espécies associadas a ambientes florestados, além de contribuir para o conhecimento da diversidade de serpentes do Cerrado e preencher lacunas importantes sobre sua distribuição geográfica. 🔗 Acesse o artigo: New records of Dipsas bucephala from the Brazilian Central Plateau, with the first report from the Distrito Federal, Brazil


Nova espécie de parasita é identificada em lagartos do Cerrado brasileiro

A diversidade de parasitas que infectam os lagartos do Cerrado pode ser maior do que se imaginava. O artigo "Hidden diversity of Hepatozoon parasites infecting lizards from Central Brazil revealed by integrative taxonomy" investigou infecções em 19 espécies de lagartos, combinando análises morfológicas, moleculares e filogenéticas. Entre os principais resultados está a descrição de Hepatozoon semitaeniati n. sp., uma nova espécie de parasita e o primeiro registro de hemogregarina infectando Tropidurus semitaeniatus. O estudo também identificou uma segunda linhagem potencialmente inédita e ampliou o conhecimento sobre a distribuição de Hepatozoon ameivae. Os resultados revelam uma diversidade ainda pouco conhecida desses parasitas no Cerrado e destacam a importância da integração de diferentes métodos para compreender suas espécies, hospedeiros e relações evolutivas. 🔗 Acesse o artigo: Hidden diversity of Hepatozoon parasites infecting lizards from Central Brazil revealed by integrative taxonomy


Pesquisa amplia conhecimento sobre insetos aquáticos no Cerrado maranhense

O artigo "Diversity of aquatic and semiaquatic Heteroptera (Insecta: Hemiptera) from Lagoa do Cassó, Cerrado portion of Northwestern Maranhão", publicado na revista Entomology Beginners, apresenta o primeiro levantamento desses insetos aquáticos e semiaquáticos na região da Lagoa do Cassó. A pesquisa registrou 34 indivíduos, distribuídos em sete famílias e pelo menos 13 gêneros, com destaque para Naucoridae, a família mais abundante e diversa. O estudo também representa o primeiro registro do gênero Limnogonus para a porção de Cerrado do Maranhão. Os resultados contribuem para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade aquática regional e reforçam a importância de inventários faunísticos em áreas ainda pouco estudadas do Cerrado maranhense. 🔗 Acesse o artigo: Diversity of aquatic and semiaquatic Heteroptera (Insecta: Hemiptera) from Lagoa do Cassó, Cerrado portion of Northwestern Maranhão


Estudo explora potencial da inteligência artificial na análise da desinformação ambiental

O artigo “Modelos de linguagem e Análise Exploratória de Dados em Comunicação”, publicado na revista Eco-Pós, apresenta uma experimentação metodológica sobre o uso de modelos de linguagem de grande escala (LLMs) na análise de conteúdos desinformativos relacionados às queimadas no Cerrado. A pesquisa combinou coleta automatizada de dados, raspagem de textos e inteligência artificial generativa, alcançando mais de 80% de acurácia na classificação dos conteúdos. Entre as estratégias de desinformação identificadas estão a seleção de evidências convenientes e a falsa contextualização. Os resultados apontam o potencial das LLMs como ferramentas de apoio ao monitoramento e à análise de grandes volumes de conteúdos sobre desinformação climática e ambiental. 🔗 Acesse o artigo: Modelos de linguagem e Análise Exploratória de Dados em Comunicação


Manejo do fogo é fundamental para a conservação de lagarto exclusivo do Cerrado

A conservação do Ameivula jalapensis, lagarto microendêmico do Cerrado brasileiro, pode depender de um equilíbrio entre diferentes regimes de fogo. É o que aponta o artigo "Balancing fire regimes and population dynamics for the conservation of a microendemic lizard of a biodiversity hotspot", publicado pela Zoological Society of London. Ao analisar aspectos demográficos, fisiológicos e ambientais da espécie, os pesquisadores observaram que áreas mais severamente queimadas podem favorecer indivíduos adultos, enquanto ambientes menos queimados ou não queimados oferecem condições mais adequadas para os indivíduos juvenis. Os resultados destacam a importância da heterogeneidade da paisagem e de estratégias de manejo do fogo que considerem as diferentes fases do ciclo de vida da espécie. 🔗 Acesse o artigo: Balancing fire regimes and population dynamics for the conservation of a microendemic lizard of a biodiversity hotspot


RBC NA MÍDIA

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